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Rio Paranaíba está sem banco após ataques a três agências em 3 meses

Conforme a Polícia Militar (PM), era por volta de 1h20 quando a quadrilha fortemente armada invadiu a cidade em três veículos, um Toyota Hylux prata, uma caminhonete preta e um Volkswagen Gol vermelho.

Um militar que estava do lado de fora do quartel presenciou a chegada dos veículos na cidade, quando a quadrilha passou em alta velocidade em frente à unidade policial. Ele notou que um homem estava com o corpo totalmente para fora da janela e usando uma touca ninja, acionando uma viatura para verificar a situação, pensando a princípio que seria apenas uma infração de trânsito.

Entretanto, quando os militares chegaram próximo à agência da Caixa Econômica Federal, acabaram sendo recebidos a tiros pelos bandidos. Houve troca de tiros e, felizmente, nenhum policial foi atingido. Entretanto, a viatura ficou com as marcas de cinco perfurações de armas de grosso calibre em sua lataria e vidros.Vendo o poder do armamento da quadrilha, os militares precisaram fazer um recuo tático e, pouco depois, ouviram uma explosão. Os suspeitos usaram o artefato explosivo para arrombar o cofre principal da agência da Caixa. Segundo o relato de um funcionário à polícia, o cofre havia acabado de ser abastecido com dinheiro para a realização do pagamento de servidores neste primeiro dia de fevereiro.

Depois disso, o bando se deslocou então para a agência do Bradesco, a cerca de um quilômetro do primeiro banco danificado, onde explodiram um caixa eletrônico. Eles fugiram logo em seguida em direção à MG-230.

Ainda de acordo com a PM, disparos de arma de fogo foram efetuados durante toda a ação, que durou cerca de 50 minutos. Eles chegaram a atirar inclusive próximo ao quartel da polícia. Os policiais recolheram no local alguns estojos de munição de fuzil, calibre 5.56, e de escopeta calibre 12.

Com a força da explosão, a estrutura do prédio onde estava a agência da Caixa foi danificada. Após o fim da ação, a PM imediatamente acionou as corporações de cidades vizinhas para que fosse feito um cerco, entretanto, até a tarde desta quinta, ninguém foi preso.

SEM AGÊNCIAS

De acordo com um policial militar da cidade, que não quis ser identificado, como no dia 1º de novembro a agência do Banco do Brasil também foi danificada pela ação de uma quadrilha e o prédio segue em reforma, atualmente a cidade só possui uma agência bancária, da Sicoob.

“Esta foi a única agência que sobrou intacta. Muitos não sabem como farão para fazer transferências ou que seja sacar um dinheiro”, apontou.

O TEMPO conversou com uma moradora da cidade, de 34 anos, que contou que a situação está realmente difícil. “O que nos restou é ir até a cidade vizinha, que é São Gotardo, para ir no banco. Mas fica a quase 30 minutos daqui, o que complica muito. Estamos todos assustados, pois a cidade sempre foi muito tranquila e essa e, agora, vem esse tanto de explosão. Sem falar no susto, pois eles atiraram muito durante o assalto. Está todo mundo com medo”, contou.

Sair Clenio Cesar

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