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Esqueça de uma vez aquele ex: “Criei uma técnica infalível para me desapaixonar!”

 

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Quando ele sorria, eu me derretia toda. Em segundos, já imaginava nossa vida eternamente juntos. Melhor ainda quando ele passava a noite na minha casa. Tinha certeza de que era prova de amor, um sinal de que no fundo ele me amava. Nem importava o fato de que havíamos terminado ou que João* só aparecia de vez em quando para ver nosso filho. Ou, ainda, que ele me escondeu de sua família por um ano. Só enxergava os sinais que pudessem provar que aquele homem perfeito ainda me amava. Mas calma aí! Homem perfeito? Sinais de que me amava? Onde é que eu estava com a cabeça? Doeu, demorou, mas com ajuda dos amigos e muita força de vontade consegui abrir meus olhos e superar esse relacionamento que já havia acabado!

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Ele era imaturo e brigávamos demais 

Conheci o João em 2002, quando eu tinha 24 anos. Ele, com 22, era meu sonho de consumo: moreno, alto, forte. Lindo de morrer! Todo divertido, simpático, atencioso. Ficamos por um mês e logo começamos a namorar. Era muito gostoso. Ele conheceu minha família, ligava sempre, me tratava superbem!

Depois de seis meses juntos, aconteceu algo inesperado: engravidei. Contei ao João, que me deu todo o apoio. O Felipe nasceu e João foi bem presente durante a gravidez, mas era visivelmente imaturo. Não planejava nossa vida nem a do nosso bebê a longo prazo e mantinha o ritmo de solteiro, saindo sem parar. Começamos a brigar muito. Eu era louca por ele e exigia que tivesse sentimentos no mesmo nível que eu. E o João sequer queria morar comigo. Ficamos mais dois anos nesse ritmo: cada um na casa de seus pais. Ele vinha me visitar nos fins de semana, mas sem abrir mão das baladas.

Quando Felipe fez 2 anos, saí da casa da minha mãe, aluguei um apê e mobiliei, tudo sozinha. Não pedi ao João que viesse viver comigo, mas esperava que ele tomasse a iniciativa. Que nada! O namoro continuou na mesma. Mas, a essa altura, eu já era mais madura. Queria ter uma vida de adulta. E lá estava eu com um namorado que sumia, para quem eu emprestava o carro e dinheiro, e que não queria assumir nada. Brigávamos muito por isso. Só que João sabia levar uma discussão. No final, eu achava que quem estava errada era eu! IMG_0446

O ano seguinte foi o pior de todos. João começou a esconder da família dele que estávamos juntos. Assim, não tinha que ouvir cobranças dos parentes sobre nós. Eu ficava possessa. Mesmo assim, eu era doida por ele, acreditava que ele ia mudar e que nossa história daria certo. Até que na véspera do Natal de 2006 tivemos uma briga feia e terminamos. Chorei por todo o final daquele ano. Mas o pior foram os meses seguintes. João ia visitar nosso filho e, sempre que aparecia, eu achava que voltaríamos. Muitas vezes até dormimos juntos. Eu ainda esperava que formássemos uma família! Mas para ele não tínhamos nada. Dormia comigo num dia e depois desaparecia.

Me obrigava a pensar em algo ruim sobre ele 

TERMINAR

Conversando com minhas amigas, percebi que João não era perfeito. Quando eu contava das nossas brigas, elas me abriam os olhos. Assim, percebi como ele virava o jogo a cada discussão, como me enrolava e mentia. Foi aos poucos, ao longo dos seis meses seguintes, que decidi pôr um fim na minha paixão. Para isso, fui me esforçando para deixar de idealizar o João. Todo dia, ao acordar, me obrigava a pensar em algo ruim sobre ele. Me esforcei para deixar de ver sinais de amor dele em tudo.

Claro que não consegui isso de uma hora para a outra. Quando João queria dormir comigo, ainda era muito difícil dizer não. Mas fui começando a ver que ele queria apenas sexo. Não havia sentimento. Com o tempo, fui me dando conta de que João não era o homem perfeito que eu amava. Fui perdendo toda a vontade de ficar com ele. Principalmente porque percebi que João não sentia o mesmo que eu.

Esse processo levou os seis meses seguintes ao término do nosso namoro. De repente, eu já não tinha mais esperanças de mudar o João para que pudéssemos dar certo. Na verdade, não queria mais que déssemos certo. Tive certeza disso quando vi recados de outras mulheres na rede social dele e não me incomodei. Eu havia me desapaixonado!

Desde então, tenho uma relação cordial com meu ex, sem recaídas. Ele visita e tem todo o acesso ao nosso filho. Nos falamos normalmente. Já tive outros namoros, mas o sofrimento com os términos foi bem menor. Aprendi que devo amar a pessoa pelo que ela é de fato, e não ficar idealizando meu parceiro.

Sair Clenio Cesar

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