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Trabalhar para viver ou viver para trabalhar – Coluna Thiago Braz

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Fiquei pensando hoje no ato de trabalhar. Se para alguns isso representa apenas meio de sobrevivência, para outros é meio de viver a vida e aproveitá-la. Como gosto muito de processos de trabalho e gestão de pessoas, sou um pleno admirador dessa dinâmica e dos efeitos que isso pode proporcionar ao mundo e à produção. No entanto, vejo o quanto é exaustivo o trabalho do gestor. Sim, seu chefe mesmo. Aquele sabichão que você o julga um completo atoa.

Admiro gestores não por que seu processo de trabalho é cansativo fisicamente ou operacionalmente. Mas por lidar no dia a dia com trabalhadores vivendo por apenas sobreviver. Não me entenda como um sangue suga pronto a exigir cada vez mais dos outros. Não há mal nenhum em ganhar seu dinheiro honesto. O mal pode estar em se interessar somente pelo dinheiro. Pela sobrevivência. Quantas vezes observo pessoas dispostas e interessadas somente no contracheque. Esquecem do que o trabalhado está fazendo deles. Pessoas dispostas a prejudicar inúmeros projetos e instituições para ocupar lugares altos. Lugares estes para competências excepcionais. Características e qualidades que só aqueles que contemplam a vida podem possuir.

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Eu amo meu trabalho

Enfim, pessoas estão desistindo de contemplar a vida e até mesmo suas relações no trabalho por “sobreviver” custe o que custar. Funcionários prontos a boicotar processos novos, e propostas visionárias. Não me incomoda ver pessoas usando disto contra o trabalho. Afinal, todos a primeiro momento são resistentes. O que me chama a atenção são inúmeras pessoas doentes e esgotadas por não contemplar a vida enquanto trabalham. Alguns anseiam desesperadamente pelo Happy hauer. Afogam-se na bebida para dar conta de tudo quanto reprimem no seu dia a dia. Outros precisam de receituários de controle especial. Como para toda demanda existe uma oferta, o mercado dos medicamentos faixa professores.thumbnailpreta está cada vez maior. Usam tanta medicação que acabam com a visão.

A sensibilidade para ver o outro, para cultivar uma cultura, uma linguagem que dê conta do que faz e vive.Tenho por certo que o ser humano é especial por possuir a linguagem. A capacidade de construir sentidos diferentes para a vida e para as coisas que faz. Se temos visto o nosso trabalho como mero meio de obter sobrevivência econômica, corremos o risco de nos reduzir à qualidade de animais puramente selvagens. Como diria o filósofo austríaco Wittgenstein: “Os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo”. Quanto menos você se apega à dinâmica das relações de sua vida, mais está fadado ao fracasso e ao esgotamento mental. Procure se perceber enquanto trabalha. Se você conta os minutos para o expediente acabar, pode estar correndo o risco de esperar a vida acabar. Afinal, a maioria de nós passa mais tempo no trabalho do que com a família.

TEXTO- THIAGO BRAZ

Sair Clenio Cesar

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